• EMILIANO BELLINI

Cientistas de Stanford criam uma nova bateria de hidrogênio de manganês para armazenamento de energi


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, desenvolveu um protótipo de uma bateria de hidrogênio e manganês para o armazenamento de energia produzida por instalações eólicas e solares em larga escala.

De acordo com a pesquisa, publicada na revista científica Nature, o protótipo da bateria à base de água tem apenas três centímetros de altura e é capaz de gerar 20 miliwatts-hora de eletricidade. Apesar de seu tamanho atual e capacidade de geração, os pesquisadores acreditam que seu dispositivo pode se expandir e atingir uma escala industrial, podendo assim “baixar e recarregar até 10.000 vezes”.

“O que fizemos foi atirar um sal especial na água que gerou um eletrodo e criar uma reação química reversível que armazena elétrons na forma de gás hidrogênio”, disse o coordenador da pesquisa, Yi Cui.

Os cientistas, que usaram o sal industrial usado na produção de baterias, fertilizantes, papel e outros produtos, criaram uma troca reversível de elétrons entre a água e o sulfato de manganês. “Os elétrons que fluem reagiram com o sulfato de manganês dissolvido na água para deixar partículas de dióxido de manganês aderidas aos eletrodos”, explicou a equipe de pesquisa. Os elétrons resultantes borbulharam como gás de hidrogênio, armazenando essa energia para uso futuro, explicam eles.

Como próximo passo, os cientistas reconectaram a fonte de alimentação com o dispositivo, para garantir que a bateria pudesse ser recarregada. As partículas de dióxido de manganês aderiram ao eletrodo para serem combinadas com água, repondo assim o sal de sulfato de manganês. “Uma vez que este sal foi restaurado, os elétrons que chegam se tornam excedentes, e o excesso de energia pode se elevar como o gás hidrogênio, em um processo que pode ser repetido várias vezes”, continuou a equipe.

A equipe pesquisadora também disse que agora está trabalhando no desenvolvimento de um processo mais barato para combinar sulfato de manganês e água, e que essa nova tecnologia precisa de mais desenvolvimento, para mostrar que ela é comercialmente viável. “Nós identificamos catalisadores que poderiam nos colocar abaixo da meta de US $ 100 por quilowatt-hora estabelecida pelo Departamento de Energia dos EUA (DOE)”, disse o co-autor da pesquisa, Wei Chen.

Fonte: pvmagazine

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